Há quem associe as grandes metrópoles à metáfora “selva de pedra”. A cantora e compositora Verônica Ferriani, contudo, usa a forma de um aquário para fazer alusão aos grandes centros urbanos.

Isso porque as pessoas tem buscado viver em ambientes cada vez mais controlados, em condições ideais de temperatura e pressão.

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Se por um lado a sensação de pertencimento conforta, por outro se torna também um fator limitante e padronizador de costumes e ideias. Inspirada pela relações coletivas, Verônica chamou o seu novo trabalho de Aquário.

Produzido por Diogo Strausz e co-produzido pela própria artista, o disco tem lançamento marcado para 14 de setembro.

Sucessor de Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio (2013), Aquário afasta a compositora do tom confessional feminino e da temática amorosa para colocá-la diante de temas coletivos recorrentes à consciência contemporânea. São eles: as transições, as simultaneidades e o desejo de pertencimento e de contato com mistérios existenciais. “Para isso, a ideia foi criar perfis realistas e/ou futuristas em reflexões que vão do tribunal – implacável – das mídias sociais, do moralismo restritivo e das relações de poder e interesse até uma possível afeição entre humanos e robôs”, conta a cantora nascida em Ribeirão Preto.

Aquário foi agraciado com algumas participações especiais. Manoel Cordeiro, por exemplo, tocou piano wurlitzer e violão de nylon na faixa “É Só o Amor” (ele também aparece com o seu violão em “Amadurecer”). Mestrinho deixou a sua sanfona marcada em “Ponto de Fuga”, música em que Teco Cardoso assumiu o pife.

2013
Verônica Ferriani & Chico Saraiva
Sobre Palavras


Sobre Palavras com Chico Saraiva

2009
Verônica Ferriani
Verônica Ferriani


Verônica Ferriani

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Daniel Lima
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